domingo, 27 de junho de 2010

Epitáfio.


'..Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós..' (O conto da ilha desconhecida)


Meu amigo de cabeceira. Ácido como só ele, equivocado por vezes, mas dotado de uma sensibilidade incrível. Suas cinzas ficam em jardim lisboeta, mas não suas palavras.As palavras tornam-se indefectíveis ao entrarem na alma.Ainda que fisicamente grudadas no papel, tão inflamável quanto a carne e os ossos, as palavras são fênix de asas maiúsculas.Paz, Saramago!